17 anos, Brasil, garota

"Deitamos de frente um para o outro, ele ficou passando a mão de levinho pelo meu cabelo.[…] Ele se deitou novamente ao meu lado, e ficamos um tempo só olhando uma para o outro, sem dizer nada. O cabelo dele estava meio molhado e exalava um cheirinho suave de shampoo.[…] Com aqueles olhos tristes e a boca mais linda do mundo, que eu não conseguia olhar sem ter vontade de beijar. E foi o que eu fiz. Eu me aproximei e o beijei" Paula Pimenta 

(Source: nofixme)

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(Source: infragilizada)

“Tá chovendo pouquinho, você não vai se molhar”, ouvi uma voz tranquila me atestar no pé do ouvido. Por uns míseros segundos, pensei e quase cheguei a conclusão de que ele estava certo. Eram só uns pingos, não tinha como aquilo me fazer estrago. Não tinha como aquela mão que se erguia ser tão áspera a ponto de sangrar. Cheguei a levantar meus dedos para encostar naquela pele, que, aos meus olhos, parecia ser a pele mais macia que já tinha visto em minha vida – tirando uma única exceção. Uma única exceção de tudo que eu conhecia. Encarei os olhos verdes e esperei sentir um calafrio gelado que me percorresse a espinha inteira. Procurei por qualquer sinal que fizesse meu corpo tremer e meu espírito festejar como se fosse noite de ano novo. Não encontrei. E, quase que imediatamente, minha mente me traiu e me trouxe de volta a memória de uma outra chuviscada que mudou meu pensamento. Naquele instante, que nada tinha de nosso, olhei as pupilas de outro e vi as suas – tão cheias de sarcasmo e mistério. Gritei alguma estupidez antes de você me atirar na chuva, e nesse segundo eu percebi que uma tempestade se aproximava. Tanto por dentro quanto por fora. Você riu da minha cara de menina que não gosta de ficar encharcada e disse que gostava de mim porque eu não usava chapinha e tinha o riso fácil. Pela primeira vez, ouvi meu nome com um som que veio do coração, e quis ficar ao ar livre, com os pingos caindo em meus cabelos e a água escorrendo do meu corpo, com suas mãos me apertando a cintura e seus olhos analisando todos movimentos que fazia. A vida pareceu fácil, simples. Você facilitou minha existência ao ponto de que pensei que jamais voltaria a sentir dor. Mas eu sabia. Sempre soube. Garoa nunca fica só na garoa. No meio do chuvisco, sempre tem uma gota que teima em cair mais forte que as outras. E quando os ventos sopram, levantando suas saias e carregando cabelos… É aí que mora o perigo. Porque a tempestade sempre chega cheia de angústia e desespero. A tempestade não tem riso fácil e seus olhos são negros. Negros demais para que eu possa dormir durante a noite. “Desculpa, mas fiquei muito mal da última vez que peguei chuva”. Ele assentiu como se eu falasse de gripe. Estava me referindo a você.
Ana F. (salt-waterroom)